Recorde do teu Verdadeiro Ser!

ENSINAMENTOS DE RAMANA MAHARSHI

Sri Ramana Maharshi  ensinava que nós já somos o Eu Real, o ilimitado oceano de Ser-Consciência-Beatitude; que a iluminação está sempre presente em todos, agora mesmo, sendo que apenas a nossa ilusão de sermos uma alma individual (jiva), ou um ego, é que obscurece a consciência do nosso verdadeiro estado. Bhagavan apontava, assim, que todo o esforço espiritual é direcionado não para alcançar a Realização – pois esta já está perenemente presente – mas sim para afastar todos os obstáculos à percepção do nosso Ser.

Para Sri Ramana esses obstáculos não são reais ou substanciais, mas sim imaginários, produtos da mente. São meros conceitos, pensamentos. Explicava que todos esses pensamentos provêm de um pensamento raiz, do qual dependem, sendo que tal pensamento central é o ego, ou o que o Maharshi chamava de “pensamento-eu” (aham-vritti). Eliminando-se o ego (ahamkara), toda matriz da ilusão colapsa; o sofrimento e a limitação são banidos da vida irrevogavelmente. Dessa forma, a prática que ele aconselhava era a auto-inquirição, a prática de investigar a natureza e a origem desse pensamento-eu, o que é feito direcionando-se toda a nossa atenção para o sentimento interior “eu sou”, o sentimento não-dual de apenas ser.

A ferramenta por ele criada foi a de utilizar a pergunta “quem sou eu?” ou “de onde eu venho?” para trazer a mente de volta à inquirição toda vez que ela se desviasse rumo aos pensamentos ou percepções sensoriais. Com isso, o ego, que sobrevive apenas na dualidade, fica impedido de se conectar com qualquer outro pensamento ou conceito – tais como “eu sou isso”, “eu sou aquilo”, “eu sou assim, e não daquele jeito”, “eu faço isso”, “eu sei aquilo”, etc. – o que o força a retornar para a sua origem, o Eu Real, que é pura Consciência não-dual. Como alternativa a este caminho, Bhagavan ensinava que a entrega completa a Deus, ao Guru, ou ao Eu Real, também tem o mesmo efeito de extinguir o ego. Todas as outras formas de prática espiritual (sadhana), dizia ele, são indiretas, servindo apenas para o amadurecimento do discípulo e purificação da mente, sendo que ao final o buscador deverá cruzar por uma dessas duas portas (auto-inquirição ou a entrega).

À parte disso, enfatizava a importância de estar na presença de um ser realizado, um Guru ou Jnani, uma vez que a energia e presença de um ser assim têm um grande poder de purificar e silenciar a mente daqueles que estão a sua volta e em sintonia com ele. Porém, também ensinava que para todos está disponível a presença do verdadeiro Guru, o Eu Real, que está brilhando no coração de qualquer um, e pode guiar o caminho daqueles que voltam sua face em busca dele.

Bhagavan sempre enfatizava a necessidade de transcender o ego aqui e agora, e por esse motivo raramente adentrava em discussões metafísicas – tais como reencarnação, outros planos de existência, chakras, criação do universo, etc. – e desencorajava interesses espirituais que não estivessem diretamente ligados à experiência do Eu Real. Entretanto, é possível encontrar algumas discussões a respeito, sendo que mesmo nelas a sua forma direta e intensa de direcionar o buscador à percepção da verdade está sempre presente.

Nunca ninguém foi aconselhado pelo mestre a deixar seu trabalho, família ou vida em sociedade e tornar-se um monge ou renunciante. Sri Ramana sustentava que todos os seres humanos têm um destino a cumprir e que, independentemente do estilo de vida que caiba a cada um, todos podem sempre, onde quer que estejam e quaisquer que sejam suas atribuições, voltar-se para dentro em busca da Paz do Self.

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Seu dever é SER, e não ser isso ou ser aquilo. “Eu sou o que eu sou” resume toda a verdade. O método é “fique em silêncio”. O que significa o silêncio? Significa destrua-se, pois qualquer forma é causa de problemas.

Não há mistério maior que este: que sendo a Realidade nós buscamos alcançar a Realidade. Nós pensamos que existe algo ocultando a Verdade e que isso deve ser destruído a fim de que possamos atingir a Verdade. É ridículo. Chegará o dia em que você vai rir de todos os seus esforços pretéritos. Aquilo que será no dia em que você rir também é aqui e agora.

A liberação, que é bem-aventurança, é natural a todos.

A ignorância é uma ilusão da mente, uma falsa sensação.

Apenas o ego é prisão, e a sua própria natureza,
livre do contágio do ego, é liberação.

Não há engano maior do que acreditar que a liberação,

Que está sempre presente como a sua verdadeira natureza,

será alcançado em um tempo futuro.

Até mesmo o desejo pela liberação é fruto da ilusão.

Portanto, permaneça em silêncio.

Se você permanecer como mera consciência, “eu sou”, a ignorância não existirá. Portanto, a ignorância é falsa; apenas a Consciência é real.

Para a aquietação da mente não há nenhum outro meio mais eficaz do que a auto-inquirição. Através dos outros métodos a mente apenas parecerá ter se aquietado, mas não será extinta; ela surgirá novamente.

Este é o método direto. Todos os outros métodos só podem ser praticados retendo-se o ego, e neles surgem muitas dúvidas, enquanto que a pergunta última é apenas atacada no final. Mas neste método, a pergunta última é a única pergunta e ela é levantada desde o começo.

A auto-inquirição o leva diretamente à Auto-Realização, pois remove os obstáculos que fazem você acreditar que o Eu Real ainda não foi alcançado.

A diferença entre a meditação e a auto-inquirição é que a meditação requer um objeto sobre o qual se foca a atenção, enquanto que na auto-inquirição há apenas o sujeito e nenhum objeto.
Pedir que a mente destrua a mente é como fazer do ladrão o policial: ele irá com você e vai parecer que ele prendeu o ladrão, mas nada será feito. Então o que você precisa fazer é olhar para dentro e ver de onde a mente surge. Uma vez que você vir a Fonte da mente, ela desaparecerá.

O primeiro pensamento a surgir na mente é o pensamento-eu. Todos os outros inumeráveis pensamentos surgem apenas depois do pensamento-eu e têm nele sua origem. Em outras palavras, apenas depois do pronome de primeira pessoa, “eu”, surgir, é que os pronomes de segunda e terceira pessoa, “tu” e “ele”, ocorrem para a mente; estes não subsistem sem aquele.

Como todos os outros pensamentos só podem surgir depois do aparecimento do pensamento-eu, e como a mente nada mais é do que um conglomerado de pensamentos, é apenas [voltando a atenção ao pensamento-eu] através da inquirição “Quem sou eu?” que a mente será extinta. Além disso, o pensamento-eu – implícito na investigação “Quem sou eu?” – destruirá todos os outros pensamentos e, como a vareta usada para avivar a fogueira, no final ele mesmo será consumido.

Você não precisa eliminar nenhum falso “eu”. Como pode o “eu” eliminar a si mesmo? Tudo o que você precisa fazer é encontrar a Fonte do “eu”, e permanecer lá. O seu esforço só pode levá-la até este ponto. A partir daí o Transcendental vai tomar conta de si mesmo. Você não pode fazer mais nada então. Nenhum esforço pode chegar até Ele.

O pensamento-“eu” é como um fantasma que, apesar de ser impalpável, surge simultaneamente com o corpo, vive e desaparece junto com ele. A consciência “eu sou o corpo/este é meu corpo” é o falso eu. Abandone-a. Você pode fazer isso buscando a fonte do sentimento “eu”. O corpo não diz “eu sou”. É você que diz “eu sou o corpo”. Descubra o que é este “eu”; busque sua fonte e ele desaparecerá.

Fonte: http://www.advaita.com.br/Ramana/ensinamentosramana.htm

 

A verdade de si mesmo é a única que vale a pena ser buscada e conhecida. Realização não é nada a ser adquirido. Ela está sempre aí, mas obstruída por uma tela de pensamentos.

Realização é simplesmente a perda do ego.  Destrua o ego pela procura da sua identidade.  Uma vez que o ego não é nenhuma entidade, ele automaticamente desaparecerá, e a realidade irá brilhar por si mesma.

Este é o método direto, enquanto todos os outros se concretizam somente através da retenção do ego”

VENKATARAMAN – nome dado por seus pais, nasceu em Tiruchuzi, pequena aldeia no sul da Índia, a 30 de dezembro de 1879. Sua infância foi igual à de todos os meninos de sua época. Porém, aos doze anos seu pai faleceu e a família foi morar com um tio na vizinha cidade de MADURA.

Aos quatorze anos preparava-se para entrar na Universidade de Madras, no entanto sentia que aqueles estudos não tinham qualquer utilidade para ele, pois a sabedoria do mundo material não poderia torná-lo consciente da verdade de Ser.

No fim do ano de 1895, o jovem Venkataraman, ao encontrar um tio que vinha de uma peregrinação, abordou-o com a pergunta:

“De onde está vindo?”

“De Arunachala.” Foi a resposta.

A aparente simplicidade da frase de seu tio encontrou profundo eco em seu coração, como se a palavra “ARUNACHALA” lhe despertasse alguma sutil recordação. Em julho de 1896, na tenra idade de dezessete anos, Ventakaraman teve a experiência extraordinária, que transformou Sua vida e despertou-O para o verdadeiro significado do SER: sentiu que se integrava no universo, e perguntou: “Quem sou eu?

Minha consciência não é atingida.” Então compreendeu que era independente do corpo físico, da mente e dos sentidos. Sentia apenas o pulsar cósmico e concluiu: “Sou Consciência”. Depois disso, Ramana Pouco tempo depois deixa a casa do tio e parte para Tiruvannamalai em direção ao Monte Arunachala – local onde o Deus Shiva apareceu a seus devotos na forma de uma coluna de luz. instalando-se em cavernas e templos. Com a chegada de muitos discípulos, mudou-se para um Ashram construído ao pé de Arunachala, onde recebia pessoas de todas as partes do mundo para aprender com ele. Durante os cinquenta e quatro anos seguintes, sua vida foi um exemplo vivo de Suprema Paz, Compaixão Universal e Autoconsciência incessante. Ele ensinou o Caminho do Auto-Conhecimento e a Auto-Renúncia através da Vichara (a pergunta ¨Quem sou Eu?¨).

Quando se estava próximo a Ele, as ondas incansáveis da mente eram acalmadas: corações aflitos encontravam conforto e paz e os buscadores sinceros da Verdade encontravam a Suprema Beatitude. Sri Ramana deixou de ser apenas um admirável Mestre da Índia. Saltou dos quadros que enfeitam os altares dos templos para dentro de nossa existência. Ordenou a Sri Maha Krishna Swami que fizesse, no Ocidente, a Grande União entre os homens, tornando conhecida e acessível a todos a Verdade de Ser. Foi por sua vontade que Sri Maha Krishna Swami instalou-se no Brasil, a terra apontada pelo Sat Guru como o local onde seriam preservados os sagrados ensinamentos de todos os Grandes Mestres, onde também seriam vivificados e tornados acessíveis a todos. A sabedoria de Bhagavan é insofismável, não está limitada às palavras, ela toca a essência de cada um: é a força do silêncio, a Upadesa Sharanam, que irradia de Sri Ramana para todos. Ao codificar o caminho da autoconscientização, Sri Ramana criou, efetivamente, a solução para todos os que buscam o autoconhecimento. Até então, o acesso à sabedoria dos Mestres era exclusivo dos reclusos do silêncio. Sri Ramana mostrou um caminho possível de ser trilhado livremente, conforme as condições da vida moderna.

Certa tarde em que estava sozinho em casa, sentiu que iria morrer. Deitou-se com os membros distendidos, susteve a respiração, mantendo a mente em completa introspecção e o corpo inerte; sentiu toda a força de sua personalidade e até mesmo ouviu a voz do SER dentro de si, totalmente apartada do corpo. ¨O corpo morre, mas o espírito que o transcende é imune à morte. Isso quer dizer que sou um Espírito Imortal¨

Daí em diante sua absorção no Ser é permanente.
No dia 14 de abril de 1950, Sri Bhagavan deixa o corpo. Entretanto, muitos devotos, espalhados por todos os rincões do planeta, até hoje, creem firmemente em suas palavras quando inquirido sobre Sua partida: “Para onde mais poderia Eu ir?”

Este é o Santo Sábio que, em Seu silêncio e olhar de bem-aventurança, segue vivo nos corações de todos os seus discípulos.

“O destino da alma é determinado segundo seu prarabdha-karma. O que não deve acontecer, não acontecerá, não importa o quanto você deseje. O que deve acontecer, acontecerá, não importa tudo o que você faça para evitar. Quanto a isso, não resta dúvida. Portanto, o melhor caminho é permanecer em silêncio.”

“A consciência do corpo é o ‘Eu’ errado.  Desista desta consciência-corpo. Isto é feito através da busca da fonte do ‘Eu’.  O corpo não diz ‘Eu sou’.  É você quem diz ‘Eu sou o corpo’. Descubra quem é este ‘Eu’.  Procurando a sua fonte, ele irá desaparecer.  Seja o que você é.  Não existe nada para ser manifestado.  Tudo o que é necessário é a perda do ego.  A verdade de si mesmo é a única que vale a pena ser buscada e conhecida.  Realização não é nada a ser adquirido. Ela está sempre aí, mas obstruída por uma tela de pensamentos.
Todos os seus esforços devem ser dirigidos para a superação desta tela, e então a realização é revelada.  Realização é simplesmente a perda do ego.  Destrua o ego pela procura da sua identidade.  Uma vez que o ego não é nenhuma entidade, ele automaticamente desaparecerá, e a realidade irá brilhar por si mesma.  Este é o método direto, enquanto todos os outros se concretizam somente através da retenção do ego”

Sumário

1. Introdução
2. Saída de Casa
3. A grande iluminação
4. Tapas de Maharishi
5. Sua Mensagem Divina
6. A Brilhante Luz que Brilha para Sempre

1. Introdução

Sri Ramana Maharshi era conhecido como Venkataraman.
Ele nasceu numa humilde e piedosa família da classe Brahmni, ele foi enviado para a escola da missão para aprender inglês.

2. Saída de casa

No dia 29 de Agosto de 1896, Venkataraman deixou a sua casa no distrito de Madurai na procura do seu Pai, Senhor Arunachala, a quem ele reportou-se pessoalmente no dia 1º de setembro de 1896, assim:

Oh, Senhor, obedeço ao Teu chamado
Aqui estou eu, abandonando tudo.
Não Te peço nada; não perco nem lamento,
Pegue-me e me faça Teu.

Deste dia em diante, até o fim do sua jornada terrestre, Venkataraman fez de Arunachala (Tiruvannamalai), sua morada, transmitindo através de Mouna, a linguagem dourada do desapego, a Mensagem da Verdade Eterna, para os quatro cantos do mundo.

Venkataraman deixou um bilhete reprendendo seu irmão. “Eu fui a procura do meu Pai, de acordo com o Seu mandamento, saindo deste lugar. Numa virtuoso iniciativa, de fato, eu embarquei neste dia. Portanto, por causa desta ação, ninguém precisa enlutar-se ou seguir alguém. Nenhum dinheiro será necessário gastar para me procurar”.

3. A grande iluminação

“Foi cerca de seis semanas antes de eu deixar Madurai para sempre, em meados do ano de 1896, que uma grande mudança aconteceu em minha vida”, disse Sri Ramana Maharishi, quando perguntado pelos seus devotos de como ele havia se transformado. “Isso foi repentino. Um dia, eu estava sentado solitário na porta de entrada da casa do meu tio. Eu estava na minha usual boa saúde. Mas um repentino e inegável mal-estar sobre a morte me agarrou. Eu senti que estava morrendo, e pensei no que iria fazer. Eu não cuidei de consultar ninguém, fosse ele um médico, uma pessoa mais velha ou um amigo. Eu senti que deveria resolver o problema por mim mesmo, aqui e agora. Um choque repentino do meda da morte de imediato me introspectou e introverteu. Eu disse para mim mesmo mentalmente: ´Agora que a morte está vindo, qual é o significado? Quem é que está morrendo? Este corpo morre´.

Imediatamente eu dramatizei a situação. Eu estendi os membros do meu corpo e estavam rígidos como se no “rigor mortis”. Eu imitei um cadáver para dar um ar de realidade levando adiante minha investigação. Eu fiquei sem respirar e mantive minha boca fechada, pressionando os lábios com força juntos, então nenhum som poderia escapar. ´Bem, então´, eu disse para mim mesmo. ´este corpo está morto.

Eu serei levado para o crematório, serei queimado e reduzido a cinzas. Mas com a morte do meu corpo, eu morro? Este corpo é eu? Este corpo está quieto e ineter. Mas apesar disso eu estou pleno de forças de minha personalidade, e mesmo o som do Eu interior é aparte do corpo. O corpo material morre, mas o Espírito transcendendo ela não pode ser tocado pela morte. Portanto, eu sou o Espírito imortal´. Isso tudo não foi uma façanha de uma ginástica intelectual, mas veio num flash diante de mim de vividamente como a Verdade viva, a qual eu imediatamente percebi, quase sem nenhum argumento. Eu estive em algum lugar muito real, num estado de coisa muito real, e toda a consciência estava conectada com meu corpo. O “Eu” ou “mim mesmo”, estava sendo o foco da atenção com uma poderosa atração. O medo da morte desapareceu imediatamente e para sempre. A absorção do Ser continuou daquele momento até agora”.

4. Tapas de Maharishi



Ramana praticou milhares Tapas (austeridades) em Mandapam, próximo de Patala Linga, na peregrinação a Subrahmanya, no jardim da Manga; o Sadguru Swami morou no Cora Hills; vivendo de 1909 a 1916 na caverna de Virupakshi.

Durante seus dias de Rapasis, alguns meninos travessos costumavam jogar pedras e cacos de telhas nele; e mesmo assim Ramana permanecia sempre pacífico e calmo, através da força da meditação e da penitência.

Ramana Maharishi ficou conhecido como um Brahmana Swami em Tiruvannamalai. Kavya Kanta Ganapathy Sastri, o grande escolar de Sânscrito, veio par ao Ashrama de Ramana em 1908, e iniciou a escrever o Ramana Gita.

A vida de Maharishi foi uma contínua meditação ou Ananda Anubhavam. Mararishi estabeleceu a paz interior. Ele viveu na Luz do Senhor interior. Ele encorajou os outros a fazerem a mesma coisa. Para ele, todo o mundo era uno.

Maharishi raramente falava, e quando ele falava, ele fazia isso porque seria absolutamente necessário.

5. Sua mensagem Divina

Ramana foi um exemplo vivo dos ensinamentos dos Upanishads. Sua vida foi, ao mesmo tempo, uma mensagem e a filosofia dos Seus ensinamentos. Ele falava para o coração das pessoas. O Grande Maharishi encontrou-se a Si mesmo dentro de si mesmo, e deu ao mundo a grande mas simples mensagem da sua grande vida: “Conheça a Ti mesmo”.

“Conheça a Ti mesmo. Tudo além será conhecido por sua própria harmonia. Discirna entre o eterno, imutável, todo inter-penetrante, infinito Atman e o sempre mutante, fenomênico e perecível universo e o corpo. Inquira: ´Quem sou eu?´. Faça a mente calma. Liberte-se a si mesmo de todos os pensamentos outros do que o simples pensamento do Ser ou Atman. Mergulhe profundamente dentro do quarto fechado do seu coração. Encontre-se no real e infinito “EU”. Descanse nele pacificamente para sempre, e se torne idêntico com o Ser Supremo”.

Isso é o essencial na filosofia e ensinamentos de Sri Ramana Maharishi.

Sri Ramana dizia: “O mundo é infeliz por causa da sua ignorância do verdadeiro Ser. A verdadeira natureza humana é a felicidade. A felicidade é inata no verdadeiro Ser. A procura da felicidade pelo homem é uma procura inconsciente pelo verdadeiro Ser. O verdadeiro Ser é imperecível; portanto, quando alguém O encontra, encontra a felicidade a qual não tem fim. No interior da cavidade do coração, o Ser Supremo Uno, está sempre emitindo a emanação da auto-consciência “Eu” … “Eu”. Para realizá-lo, entre dentro do seu coração com um ponto em mente – através da busca interna ou profundo mergulho ou controle da respiração – e permaneça do Ser do ser”.

 

 

O “Quem Sou Eu”, “Upadesa Saram, e Ullathu Narpathu, são as pérolas da sabedoria direta de Sri Ramana, expressas em sintéticos aforismos.

Sri B.V. Narasimha Swami, o falecido Presidente em toda a India do Sai Samaj, publicou um eletrizante texto vivo de Ramana, intitulado “Self-Realization”; o Yogi Suddhananda Bharati escreveu a vida de Sri Ramana em Tamil.

Bhagavan Ramana Maharishi reduziu a zero o fato de dizer que a auto realização e a meditação são coisas do passado, e que nos dias atuais não são possíveis de serem alcançados pelas pessoas. Ele mostrou através do seu Samadhi permanente que é possível, apesar de tudo, realizar o Supremo e viver na realização do Ser.

Amado aspirante! Crie coragem. Fortifique-se. Aplique-se pessoalmente de forma intensa no Yoga Sadhana. Brevemente você alcançará Videha Kaivakya e irá brilhar para sempre como um sábio iluminado.

6. A Brilhante Luz que Brilha para Sempre

O Tenente coronel P.V. Karamchandani, I.M.S., D.M.O., North Arcot District, atendeu Sri Ramana quando ele sofreu mais tarde sofreu de um tipo de tumor maligno no cotovelo esquerdo. O Maharishi foi operado quatro vezes.

Um meteoro golpeou o céu as 8:47 da noite, no dia 14 de Abril de 1950, quando Sri Ramana Maharishi deixou o seu amontoado mortal e entrou em Mahasamadhi.

A todo-penetrante luz, a qual brilhou através da incorporação da Luz em Maharishi Ramana, retornou ao seu estado original. A prova eterna dos Upanishads chamou-se Maharishi Ramana. A prova irá existir para sempre, reassegurando-nos a Realidade Última.

O santo não está mais na sua forma mortal, mas a Luz da sua alma está agora mergulhada em cada alma receptiva individual. Maharishi Ramana vive em nossos corações. Seu desenlace não deve ser sofrido. Ele realizou plenamente a missão da sua vida. Ele alcançou a mais elevada meta, a auto-realização. Então, não há nada que se lamentar. A morte é apenas para aqueles que não foram capazes de alcançar a meta da vida ou de fazer as suas obrigações e por alguma razão de enlutam. A luz de Maharishi brilha hoje e irá brilhar para sempre.

No coração da humanidade o santo viverá para sempre, guiando, encorajando, estimulando e inspirando, milhões e milhões de poderosos seguidores, para encontrar a Grande Verdade que Ramana realizou.

Muito bem feito por Sri Ramana Maharishi foi a exposição da filosofia Vedanta, não através de conhecimento livresco, mas pela experiência prática. Seus ensinamentos transmitidos pelo “Silêncio” todo-absorvente, incorporou os mais elevados ideais, alcançando finalmente a realização Divina. Para declarar a eterna divindade latente, para estimular sempre a vida na consciência do Ser imortal, e permanecer como uma testemunha intocável das fases transitórias da vida, mergulhada no Silêncio Supremo – como o chamado de clarim de Maharishi. Ele não se preocupava com dogmas e preconceitos religiosos. Ele estava muito além destas limitações mundanas. Com ele viviam sacerdotes Bramanas ortodoxos, Muçulmanos, Cristão, e os assim chamados intocáveis. Eles eram o mesmo para ele.

Como um arquiteto supremo da Verdade Universal, Ramana Maharishi conduziu, e agora conduz, os cansados viajantes por sobre a Terra em direção a Meta, através do seu imensurável Silêncio.

Prestar a homenagem mais adequada para a santa personalidade de Maharishi é seguir os seus ensinamentos, e crescer no seu modelo de ideal.

A sabedoria de Bhagavan é insofismável, não está limitada às palavras, ela toca a essência de cada um: é a força do silêncio, a Upadesa Sharanam, que irradia de Sri Ramana para todos. Ao codificar o caminho da autoconscientização, Sri Ramana criou, efetivamente, a solução para todos os que buscam o autoconhecimento. Até então, o acesso à sabedoria dos Mestres era exclusivo dos reclusos do silêncio. Sri Ramana mostrou um caminho possível de ser trilhado livremente, conforme as condições da vida moderna.

SRI RAMANA MAHARISHI

Final

Certa vez, um devoto perguntou a Sri Bhagavan sobre o método para a realização do Self. Como de costume, Sri Ramana recomendou-lhe que descobrisse quem é realmente o Eu dessa questão. Após mais algumas perguntas nessa mesma linha, disse o jovem : “Ao invés de investigar ‘Quem sou Eu?’, posso colocar a questão como ‘Quem é Você?’ Dessa forma minha mente poderá fixar-se em você , que considero como Deus em forma de Guru…” Respondeu Sri Bhagavan: “Seja qual for a forma de seu questionamento, você deve analiticamente chegar ao único Eu, o Self. Qualquer distinção entre ‘eu’ e ‘você’ é mero sinal da ignorância de quem a faz. Somente esse ‘Eu’ Supremo é. Pensar outra coisa é iludir-se”.

Foi então que Sri Ramana contou esta história. Ela encontra-se em vários puranas, especialmente no Vishnu Purana.

Ainda que Ribhu ensinasse a seu discípulo a Suprema Verdade de Brahman, a Realidade Única, Nidagha, a despeito de sua erudição e entendimento, não tinha a necessária convicção para seguir o Caminho do Conhecimento ( Jnana ). Assim sendo, retornou Nidagha para sua terra natal, adotando uma vida devocional, seguindo o cerimonial religioso.

Mas o Sábio amava seu discípulo tanto quanto este o venerava. A despeito da idade avançada, Ribhu resolveu-se a ir pessoalmente até sua província. Assim poderia acompanhar os progressos conquistados por seu discípulo na vida ritualista. O sábio viajava incógnito. Assim poderia observar melhor as ações de Nidagha, sem que este se soubesse observado.

Foi então que Ribhu, chegando disfarçado ao rústico vilarejo, avistou Nidagha todo compenetrado, assistindo a uma procissão real. Sem ser reconhecido pelo cidadão Nidagha, o velho homem perguntou a respeito de toda aquela movimentação. Foi logo informado que o rei seguia em procissão.

“Oh, mas é o rei! Seguindo em procissão! Mas…diga-me…aonde está ele?” questionou o pobre rústico. “Lá, no elefante!” respondeu logo Nidagha. “Você diz que o rei está no elefante…Sim, eu vejo os dois, mas… qual é o rei, qual é o elefante”? “O quê!”, exclamou o discípulo, “não sabe que o homem acima é o rei e o animal abaixo é o elefante? De que vale dirigir a palavra a um homem como você? “Bom homem, não perca a paciência com um pobre ignorante como eu”, implorou o velho mendigo, “mas…você disse acima e abaixo…o que significa isso?”

Nidagha não podia mais suportar: “você vê o rei e o elefante, um acima, outro abaixo. E ainda quer saber o que entendo por ‘acima’ e ‘abaixo”, gritou Nidagha. “Se coisas vistas e palavras proferidas podem convencê-lo tão pouco, somente a ação pode ensiná-lo. Abaixe-se e saberá tudo isso ‘muito bem'”. O velho fez o que foi dito. Nidagha subiu em seus ombros e disse: “Saiba agora então, eu estou acima como o rei e você abaixo como o elefante. Está claro o suficiente?” “Não, ainda não” foi a resposta do humilde velho, “você disse que está acima e é o rei e eu estou abaixo e sou o elefante. O ‘rei’, o ‘elefante’, ‘acima’, ‘abaixo’, tudo isso está muito claro. Mas… poderia me dizer o que entende por ‘eu’e ‘você’? “

Ao ser confrontado repentinamente com o problema máximo de definir o “você” aparte do “eu”, a luz tomou sua mente. Desceu imediatamente, prostrando-se aos pés de seu Mestre, e disse: “quem senão meu venerável Mestre Ribhu poderia fazer emergir a Consciência das superficialidades da existência física para a Única e Verdadeira Realidade do Ser? Oh, Mestre benigno, sou grato por tua benção”.


OM TAT SAT

Que a paz esteja com todos!

Bhagavan Sri Ramana Maharshi
O Sábio de Arunachala

Bhagavan Sri Ramana nasceu no sul da Índia, no ano de 1879, numa aldeia chamada Tiruchuzhi, com o nome de Venkataraman. Aos quatorze anos preparava-se para entrar na Universidade de Madras, no entanto sentia que aqueles estudos não tinham qualquer utilidade para ele, pois a sabedoria do mundo material não poderia torná-lo consciente da verdade de Ser.

Algum tempo depois teve uma experiência extraordinária, sentiu que se integrava no universo, e perguntou: “Quem sou eu? Minha consciência não é atingida.” Então compreendeu que era independente do corpo físico, da mente e dos sentidos. Sentia apenas o pulsar cósmico e concluiu: “Sou Consciência”. Depois disso, Ramana abandonou o seu lar com destino a Tiruvannamalai, instalando-se em cavernas e templos. Com a chegada de muitos discípulos, mudou-se para um Ashram construído ao pé de Arunachala, onde recebia pessoas de todas as partes do mundo para aprender com ele.

Sri Ramana deixou de ser apenas um admirável Mestre da Índia. Saltou dos quadros que enfeitam os altares dos templos para dentro de nossa existência. Ordenou a Sri Maha Krishna Swami que fizesse, no Ocidente, a Grande União entre os homens, tornando conhecida e acessível a todos a Verdade de Ser. Foi por sua vontade que Sri Maha Krishna Swami instalou-se no Brasil, a terra apontada pelo Sat Guru como o local onde seriam preservados os sagrados ensinamentos de todos os Grandes Mestres, onde também seriam vivificados e tornados acessíveis a todos.

A sabedoria de Bhagavan é insofismável, não está limitada às palavras, ela toca a essência de cada um: é a força do silêncio, a Upadesa Sharanam, que irradia de Sri Ramana para todos. Ao codificar o caminho da autoconscientização, Sri Ramana criou, efetivamente, a solução para todos os que buscam o autoconhecimento. Até então, o acesso à sabedoria dos Mestres era exclusivo dos reclusos do silêncio. Sri Ramana mostrou um caminho possível de ser trilhado livremente, conforme as condições da vida moderna.

Quem foi Ramana Maharshi?


http://www.livredesi.com/quem-foi-ramana-maharshi/

Sri Ramana Maharshi foi um mestre espiritual hindu. A forma mais pura dos seus ensinamentos era o poderoso silêncio que irradiava de sua presença. Esse silêncio aquietava as mentes daqueles que estivessem harmonizados com ele. Ele fazia discursos verbais somente para aqueles que não conseguiam entender seu silêncio. (Ou talvez não conseguiam entender como atingir o estado de silêncio) Dizia-se que esses ensinamentos fluíam da sua experiência direta de Atman (self) como a única realidade existente.

Quando lhe pediam conselhos, Ramana Maharshi recomendava o auto-questionamento como o caminho mais rápido para a liberação. Seus ensinamentos primários eram associados ao Não-Dualismo, Advaita Vedanta e Jnana Yoga. Apesar disso ele recomendava Bhakti Yoga a quem ele via que se encaixaria, e aprovava uma grande variedade de técnicas e caminhos.

Ramana Maharshi nasceu em uma família de brâmanes, mas se declarava desapegado de tudo na vida e livre das restrições de casta. Aos 16 anos seu pai morreu e isso disparou uma série de questões em sua mente. Praticando intensamente o auto-questionamento, ele experimentou o que chamou posteriormente de liberação (moksha). Depois disso perdeu o interesse em tudo ao seu redor e passou a ir diariamente a um templo hinduísta. Lá cultuava as imagens dos deuses em lágrimas de êxtase.

Não vendo mais sentido nos estudos, Ramana fugiu de casa e foi morar no templo da montanha sagrada de Arunachala. Lá ele entrou em estados meditativos tão profundos que os sacerdotes tinham que cuidar dele. Apesar de seu silêncio, austeridade e desejo por privacidade, acabou atraindo visitantes e até mesmo discípulos. Sua família o encontrou mas não conseguiu convencê-lo a voltar pra casa. Anos depois sua mãe e seu irmão se tornariam discípulos seus.

Maharshi foi descoberto pelo Ocidente através de um livro do filósofo Paul Brunton. Isso resultou nas visitas do yogue Paramahansa Yogananda, do dramaturgo Somerset Maugham e da poetisa Mercedes  de Acosta . Apesar disso ele continuou sendo reconhecido pela sua crença no poder do silêncio, seu pouco uso de discursos e sua pouca preocupação com críticas e fama.

Quem se Sente Ofendido?

Ramana Maharshi. Segundo Osho, um dos maiores Budas que já caminharam neste Planeta.

A única coisa certa em relacionamentos difíceis é que as duas partes se conhecem muito pouco. Ou conhecem nada um do outro. Mesmo convivendo a décadas, se alguém te ataca ou persegue, ele/a não ataca você. Ataca a imagem que tem de Ti, a projeção que faz de Ti, ideias abstratas e mentais. Logo, não existe motivo para raiva. Quem te ataca está lidando e brigando com sombras…porquê levar isso pro lado pessoal?

Isso é um ponto que tem que ser entendido não intelectualmente, mas existencialmente. Repare como as vezes você ataca ou é grosseiro com alguém…E você não merece ódio. Nem é um ser ‘malvado’. Não se trata NUNCA da outra pessoa. Quem ataca, ataca por um processo interno. Quem recebe a porrada é a imagem e ou projeção.

Você se irrita ou magoa porque acha que atacaram VOCÊ!

Mas, pode ter certeza que nunca te atacaram. Primeiro porque nem mesmo você, se conhece totalmente e sabe completamente quem é. Segundo, e esse é um ponto que quero deixar para depois: Não existe ‘personalidade’ ‘ego’ ‘João,’ ‘Maria’.
Por trás destes rótulos, não existe nada. Só a Tua grandeza como o SER, além desta vida, do tempo e espaço.

Pra finalizar: uma meditação do Ramana Maharshi quando ocorrem esses ataques que te ‘ofendem’.

Ao ser agredido existe uma REGRA DE OURO: NUNCA REAJA NA HORA. ESPERE 24 HORAS. MANTENHA SILÊNCIO E INDIFERENÇA. DEPOIS, COM CALMA. PODES FAZER OU NÃO ALGO. Mas na hora ou quando se sentires ofendido podes fazer uma auto investigação sincera: ” Quem ou o que está ofendido?” …..não espere ou crie resposta. Apenas investigue. E a resposta será: ‘Eu me sinto ofendido’. Então se questione com honestidade total? ”Quem sou eu?’ ”Que sou eu que fico ofendido?”’…..sem respostas…..Ao fazer isso mudas o foco do mundo externo e interno para o Sujeito, para VOCÊ. E prestar atenção ao teu Ser é essencial. Tudo neste mundo escapulirá pelos teus dedos.

TUDO. TEU SER PERMANECERÁ. É VOCÊ. INVESTIGUE ESSE TESOURO QUE ÉS.

 

 

 

Fonte: http://caminhodomeio.wordpress.com/2007/12/11/ramana-maharshi

 

 

Namastê

 

 

OM…

 

 

 

 

Lavínia  Harue

 

 

 

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